Pois é, não consegui. Latitude Norte #fail. Depois de mais de dois meses sem postar, decreto a morte do meu blog que viveu menos do que poderia ter vivido se ele recebesse um pouco mais de carboidratos e proteínas. Sim, culpa da minha negligência.
Ó vida… Foi bom enquanto durou.
Mas antes de dar o adeus derradeiro a este cantinho acima da Linha do Equador – ainda que virtualmente falando essa afirmação não faça sentido algum – escrevo um pouco sobre uma experiência muito particular que por acaso ocorreu em Portugal: um abraço num eucalipto. Simples assim. A gente abre os braços e envolve o eucalipto com o corpo. Uma das clássicas coisas que todo mundo deveria fazer antes de morrer. Quando eu fiz isso não me senti parte da natureza, como alguns dizem que sentem. Pelo contrário, me senti parte de um mundo de seres humanos que precisam de outros seres humanos para encontrarem bons angulos para olhar o mundo. Foi bom.
Digo isso porque a ideia de abraçar o eucalipto não foi minha, mas sim do Jonas, um amigo Portoalegrense que me deu a honra da sua visita. Foi bom receber no país que eu tomei emprestado por cinco meses um amigo da minha verdadeira pátria – relembro aqui a afirmação da qual não conheço a autoria que diz que a experiência da pátria se faz fora dela. Depois de muito caminhar pela cidade do Porto, paramos na famosa Ribeira um pouco antes da hora de pegar um “autocarro” para Coimbra. Foi então que o meu parceiro de viagem olhou para cima e disse: “Por que a gente não vai lá?”. Referia-se a um Forte situado no alto de uma elevação de terra na beira do rio D’Ouro. “Pois”, fomos. Chegando lá em cima, o sol já se punha. As minhas cores preferidas de fim de tarde em Portugal pintavam toda a paisagem exatamente do jeitinho que eu aprecio. Valeu a vista!
E no meio do caminho tinha um eucalipto. Tinha um eucalipto no meio do caminho.
Como turistas alegres, abraçamos o eucalipto, tiramos fotos, etc. Publico aqui a minha. Aê!
Era a minha última semana de estada em Portugal. Na semana seguinte eu já viajaria para a Itália, onde estou atualmente. Foi uma bela despedida do país, na cidade do Porto. A bela cidade do Porto, com belas cores e um belo eucalipto. Só fiz isso porque um amigo me deu a idéia, um amigo da minha pátria! Abracei o mundo através daquela árvore. Como ela, somos só mais um pedaço de planeta, ligado a todo o resto do universo. De alguma maneira, senti que o que eu devo chamar de casa na verdade é o planeta todo! Sim, como nos textos de Edgar Morin que eu li justamente para criticar o plantio de eucaliptos (mas isso é em outro contexto – forget about it!).
Continuando… Acho que a graça da experiência de viajar é justamente essa: descobrir que moramos todos sob o mesmo teto, apesar de termos sentimentos de “pátria” específicos. Este teto pode ser um céu de fim de tarde portuguesa. O mundo todo pode caber lá, se couber dentro da gente!
Já que estou deixando esse post ser um fluxo de pensamento cheio de erros gramaticais e sem nenhum rigor estilístico ou filosófico, vou me dar o direito de citar uma música, sem muita explicação. O blog é meu, eu faço o que eu quiser. Ah, que tri! Haha.
Looks like everybody in this whole round world… They’re down on me!
Grande Janis Joplin! Down on me!
Meu post não vai continuar. Essa coisa de fazer o papel de eu mesma nos textos me dá uma agonia. Reli tudo agora e… bah! Que viagem na maionese! Mas continuarei com as minhas andanças, procurando ângulos, reencontrando amigos, abraçando eucaliptos. A vida desse jeito é gostosa de se viver! Seja no canto do mundo em que se estiver! Afinal, tudo é casa, de certo ponto de vista! E tudo cabe, sim, dentro da gente, ainda que nos sintamos tão ligados a algum canto específico do planeta, algum “cômodo” da casa.
Ai, não sei se me fiz me entender. Eu não me entendi.
Então… Adeusinho! E no maior estilo lusitno, “Um beijinho para si”!
Legal escrever assim, sem “abordagem” de escritor e tal!












