
Assim como São Paulo está para o cinza e Paris para o bordô, a cor de Coimbra era o amarelo escuro. E fim de papo.
Cor de fim de tarde. Cor quente de pôr-do-sol.
Pelo menos até hoje, por volta das três.
Um acaso me levou até a Casa Municipal de Cultura e me apresentou uma Coimbra em tons menos sépia do que aquela em que eu estava morando até algumas horas atrás. Uma Coimbra que provoca o olhar para além desse tom amarelado do imaginário e da história milenar.
Alguém jogou tinta azul sobre a cidade, e esse alguém se chama Victor Costa. Um pintor daqui que tem, sim, sua Coimbra amarelo-escura, mas que também a colore com um punhado tons que eu julgava serem improváveis para a paisagem.
Não ficou nada mal.
Saí da exposição e vi que o céu estava cinza. De amarelo só havia as folhas de outono pelo chão. As casas velhas, brancas. Nas árvores, escassas folhas verdes. Uma senhorinha de lenço preto na cabeça. Uma pichação em rosa.
Coimbra multicolor, muito prazer! Prometo não mais colocar lentes das minhas cores entre nós.
Agora, surpreenda-me! Qual é o próximo tom da tua moda?
Amo a aquarela que existe aí no cantinho da tua iris! Ela descreve as cores de um mundo em que quero viver!
uau. Coimbra encanta.
A segunda mão fica pra mim?